E se o paciente for do SUS ou de convênio?
Manda mesmo assim. O atendimento em consultório é particular, mas nem todo caso termina em consulta particular: parte deles eu opero pelo hospital, e em outros o que resolve é uma orientação sobre onde e como buscar o tratamento certo. Prefiro dizer isso ao paciente do que ele ficar sem resposta.
Vou perder o paciente?
Não é do meu interesse ficar com ele. Eu trato a lesão cirúrgica e devolvo com relatório. No pós-operatório, quem já acompanha o paciente conduz melhor do que eu: você conhece a história, as comorbidades e a família. Essa é a parte da parceria que me interessa mais.
Preciso mandar os exames junto?
Não precisa. Basta o contato e uma linha sobre o caso. Eu peço as imagens direto ao paciente, que quase sempre tem o link ou o CD em casa. Se você já tiver o laudo em mãos e quiser mandar, melhor ainda, mas não é condição.
Posso encaminhar só para discutir, sem passar o paciente?
Pode, e é bem-vindo. Escolha "ainda sem diagnóstico, quero discutir" no formulário, ou me chame direto. Discutir um exame duvidoso antes de assustar o paciente costuma valer mais do que o encaminhamento em si.
Por que preciso marcar que o paciente autorizou?
Porque o telefone dele é um dado pessoal, e quem decide sobre o compartilhamento é ele. Na prática, é a conversa que você já teria: "vou passar seu contato para um neurocirurgião, tudo bem?". A caixa só registra que ela aconteceu.
Em quanto tempo eu fico sabendo de alguma coisa?
Aviso de contato feito em até 24 horas úteis, e carta de retorno em até 7 dias da consulta. Se o paciente não atender ou não quiser prosseguir, você fica sabendo disso também. Encaminhamento sem retorno é o que faz ninguém encaminhar duas vezes.